quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Estar são


Verão, Outono, Inverno, Primavera,
Nossas vidas se resumem a isso.
Um fogo interior que chama à ação;
Uma breve queda com compromissos...
-Uma parada para reflexão -
Um despertar de sincero sorriso!

André Vasconcelos

Essa foi uma pequena poesia feita como exercício em um de nossos encontros. Aproveitamos para lembrar, com ela, do concurso de poesia dos Jogos da Primavera. Escrevam suas poesias e mandem. E não esqueçam: a Arte surge como uma recompensa das musas quando trabalhamos para plasmar a Beleza em si.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Quando se perde a poesia


Perdi minhas anotações!
Uns livres versos tão serenos...
Estou agora em turbilhões
Por deles nem lembrar ao menos!
Passei horas neles pensando,
Passei penas por repassar,
As horas me irritam, lembrando:
"Pararam em um não-lugar..."
Qual era o mote de meus versos?!
Alguma coisa sobre a... calma?
...
Mais uma vez o Universo
Ensina algo à minha Alma.

Profunda essência do problema
Eu captei no que escrevia:
- De minha vida, perco poemas,
Mas não se perde a Poesia.

André Vasconcelos

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Parabéns, Nova Acrópole!


     Hoje, dia 15 de julho, Nova Acrópole completa 53 anos de construção de um mundo novo e melhor. A todos que participam dessa obra, desejamos parabéns por completarmos mais um ciclo de realizações.
     Que possamos crescer interiormente para, com nossas virtudes, ascender no caminho do Bem,  da Beleza e da Justiça. Que possamos plasmar, nas pequenas ações, a poesia que está em todos os lugares.
     
      Parabéns, Acropolitanos!

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Convite

Érato tocando a lira

Convido à poesia de nossas vidas
E a vida nos convida a expressar
O que há de belo, a essência perdida,
A poesia que há em todo lugar.
Àqueles buscadores da harmonia,
Cuja alma convida a escrever mais,
Plasmemos odes de Sabedoria
Que reflitam os mais nobres ideais!
André Vasconcelos
Convidamos a todos os poetas, ativos ou em potencial, para participarem das Oficinas de Poesia da Novas Acrópole. Na Sede Nacional, nos encontramos às terças-feiras, das 19h às 20h. Há somente um requisito: disposição para encontrar a beleza que há em todas as coisas. Contamos com sua presença!

quarta-feira, 7 de julho de 2010

A um poeta


Longe do estéril turbilhão da rua,
Beneditino escreve! No aconchego
Do claustro, na paciência e no sossego,
Trabalha e teima, e lima, e sofre e sua!
Mas que na força se disfarce o emprego
Do esforço: e trama viva se construa
De tal modo, que a imagem fique nua
Rica mas sóbria, como um templo grego
Não se mostre na fábrica o suplício
Do mestre. E natural, o efeito agrade
Sem lembrar os andaimes do edifício:
Porque a Beleza, gêmea da Verdade,
Arte pura, inimiga do artifício,
É a força e a graça na simplicidade.
Olavo Bilac
Os Jogos da Primavera estão chegando, e com eles a oportunidade de mostrarmos o que produzimos de melhor artisticamente em nossas filiais. E a poesia não fica de fora: haverá o Concurso de Poesia, que premiará as obras mais inspiradoras de nossos filósofos-poetas!
Como sabemos, a inspiração não surge do nada, mas sim para coroar um esforço de trabalho. Convidamos então a viverem a poesia de Olavo Bilac, ela mesma um exemplo de trabalho minuncioso com as palavras, para que desde já preparemos as poesias para nossa festa da primavera.
Que as Musas nos inspirem, se dermos nosso sacrifício diário de trabalho!

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Ulisses

O mito é o nada que é tudo.
O mesmo sol que abre os céus
É um mito brilhante e mudo-
O corpo morto de Deus,
Vivo e desnudo.

Este que aqui aportou,
Foi por não ser existindo.
Sem existir nos bastou.
Por não ter vindo foi vindo,
E nos criou.

Assim a lenda se escorre
A entrar na realidade,
E a fecundá-la decorre
Embaixo, a vida, metade
De nada, morre.

Fernando Pessoa

Este poema retoma a figura de Ulisses como o fundador de Lisboa, que antigamente se chamaria Ulissepona. Nos mostra como o mito, por mais que não seja comprovado historicamente, está vivo, presente na realidade de nosso dia-a-dia.
Quem tiver interesse em saber um pouco mais sobre a filosofia na obra de Fernando Pessoa, convidamos para a palestra sobre esse assunto que ocorrerá na Sede Nacional, neste sábado (26/06), às 19h. Mais informações no site www.acropole.org.br .

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Se eu fosse um padre


Se eu fosse um padre, eu, nos meus sermões,
não falaria em Deus nem no Pecado
— muito menos no Anjo Rebelado
e os encantos das suas seduções,

não citaria santos e profetas:
nada das suas celestiais promessas
ou das suas terríveis maldições...
Se eu fosse um padre eu citaria os poetas,

Rezaria seus versos, os mais belos,
desses que desde a infância me embalaram
e quem me dera que alguns fossem meus!

Porque a poesia purifica a alma
...e um belo poema — ainda que de Deus se aparte —
um belo poema sempre leva a Deus!

Mario Quintana